Campanha “Patinhas que Salvam” mobiliza veterinários para ampliar a rede de cães e gatos doadores de sangue em Porto Alegre
Assim como acontece na medicina humana, a falta de doadores de sangue é considerada um grande desafio da medicina veterinária. Transfusões são essenciais para salvar cães e gatos vítimas de acidentes, hemorragias, cirurgias complexas, anemias graves e diversas outras condições, mas os bancos de sangue veterinários ainda enfrentam dificuldade para manter estoques regulares. Hoje, o Vetex consegue disponibilizar apenas 90 bolsas por mês, um número muito abaixo da demanda da região.
Na tentativa de mudar esse cenário, iniciou em Porto Alegre (RS) a primeira etapa da campanha “Patinhas que Salvam”, voltada à formação de uma rede permanente de cães e gatos doadores.
A iniciativa busca identificar potenciais doadores durante as consultas de rotina além de orientar os responsáveis dos pets sobre a importância da doação de sangue. Para impulsionar a ação, profissionais conversam com os tutores sobre o procedimento e esclarecem dúvidas visando reduzir receios que ainda afastam muitas as famílias da causa.
De acordo com a médica veterinária Marina Facco, incorporar esse tema às consultas de rotina permite transformar um momento de cuidado preventivo em uma oportunidade de conscientização. “Nosso objetivo com o Projeto Patinhas que Salvam é fazer com que a doação de sangue deixe de ser lembrada apenas quando existe uma emergência e passe a fazer parte da rotina na medicina veterinária preventiva”, completa a especialista.
“O maior desafio hoje não é a falta de cães e gatos capazes de doar sangue, mas a falta de informação. Muitos tutores responsáveis sequer sabem que seus pets podem se tornar doadores e ajudar a salvar outras vidas. O médico veterinário é a principal ponte nesse processo. Quando ele identifica um potencial doador e orienta a família com segurança, aumentamos significativamente as chances de ampliar essa rede solidária”, afirma Camila Lasta, médica veterinária do Banco de Sangue do Vetex Porto Alegre.
Quem pode ser um Pet Herói?
Para ser doador, o pet deve:
- Estar clinicamente saudável;
- Nunca ter recebido transfusão sanguínea;
- Ter entre 1 e 8 anos;
- Estar com vacinação e vermifugação em dia;
- No caso das fêmeas, não ser gestante, lactante ou no período de cio.
A elegibilidade final do pet como doador é sempre confirmada pelo médico veterinário, não apenas pela lista de critérios.
Além disso, existem critérios específicos para cada espécie.
Cães
- Peso mínimo de 25 kg;
- Temperamento dócil para permitir uma coleta segura.
Gatos
- Peso mínimo de 4 kg;
- Não ter acesso à rua, reduzindo o risco de doenças infecciosas.
Dia do Acolhimento
A WeVets realiza no dia 1º de agosto em Porto Alegre, o Dia do Acolhimento, evento para aproximar tutores da causa da doação de sangue pet. Durante a programação, veterinários e especialistas estarão disponíveis para esclarecer dúvidas, explicar todas as etapas da doação e apresentar o funcionamento do banco de sangue veterinário. Os visitantes também poderão conhecer alguns dos cães e gatos que já fazem parte da rede de doadores.


