Brasil tem 9 aeroportos entre os 20 melhores do mundo, na avaliação dos passageiros, segundo ranking global AirHelp 2026
- Levantamento avaliou 279 aeroportos em todo o mundo.
- O índice combina pontualidade com avaliações dos passageiros sobre experiência aeroportuária, infraestrutura e conforto.
- O Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, o aeroporto brasileiro mais bem colocado no ranking, foi considerado o segundo melhor aeroporto do mundo
- Os aeroportos brasileiros com pior colocação foram Guarulhos, que ficou na 99ª posição global e Salgado Filho, em Porto Alegre, na 68ª posição
O Brasil tem 9 aeroportos entre os 20 melhores do mundo, segundo a avaliação de passageiros, aponta a edição 2026 do AirHelp Score, elaborado pela AirHelp, líder global no apoio a consumidores afetados por atrasos e cancelamentos de voos. O ranking analisou 279 aeroportos (29 a mais que na edição anterior), distribuídos em 76 países.
O Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, o aeroporto brasileiro mais bem colocado no ranking, foi considerado o segundo melhor aeroporto do mundo, com nota 8,42. A primeira posição ficou com o Aeroporto do Panamá, que recebeu nota 8,48. O pior avaliado pelos passageiros no mundo foi o Aeroporto de Cartago, na Tunísia, com nota 5,50.
O AirHelp Score avaliou três dimensões: pontualidade (atrasos e cancelamentos de voos), experiência do passageiro (atendimento, tempo de espera, limpeza, acessibilidade e sinalização) e infraestrutura e conforto (lojas, restaurantes, áreas de descanso e entretenimento).
Entre os brasileiros, o Aeroporto Internacional Recife/Guararapes–Gilberto Freyre ficou em 4º lugar no ranking global, com nota 8,34, seguido pelo Aeroporto Internacional de Brasília–Presidente Juscelino Kubitschek, na 5ª posição, com nota 8,30. O Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ocupou a 6ª posição, com nota 8,28.
Outros aeroportos brasileiros que figuraram entre os 20 melhores do mundo foram Belém (8º lugar, nota 8,17), Viracopos – Campinas (11º lugar, nota 8,15), Galeão (16º lugar, nota 8,12), Salvador (17º lugar, nota 8,10) e Belo Horizonte/Confins (19º lugar, nota 8,08).
Os aeroportos brasileiros com pior colocação foram Guarulhos, que ficou na 99ª posição global, com nota 7,70, e Salgado Filho, em Porto Alegre, na 68ª posição, com nota 7,79.
AirHelp Score 2026 – Aeroportos Brasileiros
| Posição Global 2º lugar – Aeroporto Pinto Martins – Fortaleza – nota 8,42 4º lugar – Aeroporto Guararapes – Gilberto Freyre – Recife – nota 8,34 5º lugar – Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek – Brasília – nota 8,30 6º lugar – Aeroporto Santos Dumont – Rio de Janeiro – nota 8,28 8º lugar – Aeroporto Val-de-Cans – Belém – nota 8,17 11º lugar – Aeroporto Viracopos – Campinas – nota 8,15 16º lugar – Aeroporto Galeão – Rio de Janeiro – nota 8,12 17º lugar – Aeroporto Salvador – nota 8,10 19º lugar – Aeroporto Tancredo Neves – Belo Horizonte – nota 8,08 22º lugar – Aeroporto Afonso Pena – Curitiba – nota 8,08 24º lugar – Aeroporto Hercílio Luz – Florianópolis – nota 8,06 30º lugar – Aeroporto Congonhas – São Paulo – nota 8,02 68º lugar – Aeroporto Salgado Filho – Porto Alegre – nota 7,79 99º lugar – Aeroporto Guarulhos – São Paulo – nota 7,70 |
Experiência do Passageiro
No quesito Experiência do Passageiro — indicador baseado em avaliações diretas dos viajantes sobre atendimento, tempo de espera, limpeza, acessibilidade e sinalização
| 1º lugar – Fortaleza – Pinto Martins (CE) – nota 8,7 2º lugar – Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (PE) – nota 8,6 3º lugar – Viracopos – Campinas (SP) – nota 8,3 4º lugar – Santos Dumont – Rio de Janeiro (RJ) – nota 8,3 5º lugar – Hercílio Luz – Florianópolis (SC) – nota 8,3 6º lugar – Tancredo Neves – Belo Horizonte (MG) – nota 8,2 7º lugar – Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek (DF) – nota 8,2 8º lugar – Afonso Pena – Curitiba (PR) – nota 8,1 9º lugar – Galeão – Rio de Janeiro (RJ) – nota 8,0 10º lugar – Guarulhos – São Paulo (SP) – nota – 8,0 11º lugar – Salvador (BA) – nota 7,9 12º lugar – Congonhas – São Paulo (SP) – nota 7,8 13º lugar – Val-de-Cans – Belém (PA) – nota 7,8 14º lugar – Salgado Filho – Porto Alegre (RS) – nota 7,2 |
Infraestrutura e Conforto
No quesito Infraestrutura e Conforto — indicador baseado nas avaliações dos passageiros sobre lojas, restaurantes, áreas de descanso e opções de entretenimento
| 1º lugar – Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (PE) – nota 7,9 2º lugar – Viracopos – Campinas (SP) – nota 7,8 3º lugar – Val-de-Cans – Belém (PA) – nota 7,8 4º lugar – Fortaleza – Pinto Martins (CE) – nota 7,7 5º lugar – Santos Dumont – Rio de Janeiro (RJ) – nota 7,7 6º lugar – Guarulhos – São Paulo (SP) – nota 7,6 7º lugar – Galeão – Rio de Janeiro (RJ) – nota 7,5 8º lugar – Afonso Pena – Curitiba (PR) – nota 7,5 9º lugar – Tancredo Neves – Belo Horizonte (MG) – nota 7,4 10º lugar – Hercílio Luz – Florianópolis (SC) – nota 7,4 11º lugar – Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek (DF) – nota 7,3 12º lugar – Salvador (BA) – nota 7,3 13º lugar – Congonhas – São Paulo (SP) – nota 7,2 14º lugar – Salgado Filho – Porto Alegre (RS) – nota 6,7 |
Pontualidade
A pontualidade continua sendo um dos fatores mais importantes para a percepção de qualidade entre os passageiros. Na edição 2026 do AirHelp Score, os aeroportos foram avaliados com base no percentual de voos operados dentro do horário previsto, considerando confiabilidade operacional e consistência ao longo do ano.
| Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek – 8,7 pontos Fortaleza – Pinto Martins – 8,6 pontos Santos Dumont – Rio de Janeiro – 8,5 pontos Belém – Val-de-Cans – 8,4 pontos Salvador – 8,4 pontos Recife/Guararapes – Gilberto Freyre – 8,4 pontos Congonhas – São Paulo – 8,4 pontos Salgado Filho – Porto Alegre – 8,4 pontos Galeão – Rio de Janeiro – 8,4 pontos Afonso Pena – Curitiba – 8,3 pontos Tancredo Neves – Belo Horizonte (Confins)- 8,3 pontos Viracopos – Campinas – 8,2 pontos Hercílio Luz – Florianópolis – 8,2 pontos Guarulhos – São Paulo – 7,7 pontos |
Metodologia do AirHelp Score
O AirHelp Score é um ranking internacional criado para ajudar viajantes a comparar aeroportos com base em fatores que vão além do preço das passagens. A avaliação combina dados operacionais de voos com avaliações dos passageiros para oferecer uma visão abrangente do desempenho dos aeroportos. Na edição de 2026, foram avaliados 279 aeroportos em todo o mundo utilizando dados coletados entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026. O componente mais importante da nota é a pontualidade, responsável por 60% da avaliação final, medindo o percentual de voos que chegam com até 15 minutos de diferença em relação ao horário previsto.
Os 40% restantes são baseados em pesquisas realizadas em 76 países, que geraram mais de 14 mil avaliações de aeroportos. A categoria Experiência do Passageiro (20%) avalia equipe, tempo de espera, acessibilidade, sinalização e limpeza. Já Infraestrutura e Conforto (20%) mede a percepção dos passageiros sobre lojas, restaurantes, entretenimento e áreas de assentos.
Guia do passageiro
Conheça alguns direitos que o passageiro possui nos casos de problemas de conexão, atrasos ou cancelamentos:
Para solicitar compensação, os passageiros precisam atender a algumas condições. Primeiro, é necessário verificar se o atraso ou cancelamento realmente causou transtornos, estresse ou prejuízos financeiros.
Situações como perder uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, perda de emprego ou ausência em um evento pessoal relevante podem gerar pedidos de indenização contra a companhia aérea.
Caso o passageiro tenha sofrido os chamados “danos morais” e consiga comprová-los, há grandes chances de receber compensação financeira de até R$ 10 mil por pessoa.
As chances de receber indenização aumentam quando a companhia aérea é diretamente responsável pelo problema — por exemplo, em casos de falha técnica ou falta de tripulação.
A compensação deve ser abrangente, incluindo reparação por danos psicológicos. Mesmo quando o problema é causado por condições climáticas extremas ou outras situações de força maior fora do controle da companhia aérea, os passageiros continuam tendo direito à assistência adequada e informações claras.
“O sistema de direitos dos passageiros aéreos no Brasil é orientado ao consumidor e oferece forte proteção aos viajantes, especificando claramente a assistência que as companhias aéreas devem prestar em caso de interrupções. No entanto, a legislação pode carecer de objetividade em relação aos critérios de compensação, e sua interpretação pode ser desafiadora para quem não possui conhecimento especializado. Entre os principais motivos pelos quais passageiros brasileiros deixam de reivindicar seus direitos estão a falta de conhecimento sobre como fazer a solicitação e o baixo nível de conscientização sobre seus direitos”, afirma Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil.
Leis que protegem os passageiros no Brasil
Os passageiros que viajam no Brasil são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que constituem os principais marcos legais sobre direitos dos passageiros.
Essas regras definem claramente as responsabilidades das companhias aéreas sempre que ocorrem problemas nos voos.
A legislação brasileira cobre voos domésticos, voos internacionais que partem ou chegam a aeroportos brasileiros e também voos com conexões em território nacional.
Os passageiros são protegidos pela legislação brasileira desde que os voos atendam aos seguintes quatro critérios:
- O voo partiu ou chegou a um aeroporto brasileiro
- O voo foi cancelado com pouco aviso, atrasou mais de três horas ou sofreu overbooking
- O passageiro não recebeu assistência adequada da companhia aérea
- O incidente ocorreu nos últimos cinco anos

Nota do editor
A pesquisa traz algumas surpresas no quesito experiência do passageiro colocando os aeroportos de Viracopos – Campinas (SP), Santos Dumont – Rio de Janeiro (RJ), Galeão – Rio de Janeiro (RJ) e Guarulhos – São Paulo (SP) com notas acima de 8,0. Nos aeroportos citados é comum encontrar assentos sujos e banheiros imundos, com falta de toalhas e equipamentos interditados e bloqueados para uso. As condições de uso dos banheiros são constrangedoras. As ‘difamadas’ rodoviárias, muitas vezes oferecem um serviço com mais qualidade, higiene e limpeza.
