Pedro Simon defende pressão das ruas para exigir reformas no País

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Depois de 63 anos ininterruptos de mandato, iniciados em Caxias do Sul, como vereador, e encerrados em 1º de fevereiro deste ano, quando deixou o Senado, Pedro Simon passou a viajar pelo Brasil para palestrar sobre ética na política. Nesta segunda-feira (6), esteve na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), onde, depois de prender a atenção da plateia ao defender que a sociedade precisa ir às ruas de forma ordeira para exigir as reformas de que o Brasil precisa, foi aplaudido de pé. “O Brasil chegou ao fim da linha. Vivemos um momento difícil e doloroso. Temos de aproveitar esta crise para fazer profundas reformas”, avaliou Simon. Para ele, um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao contrário do que muitos pensam, pode ter consequências negativas ao País.
Pedro Simon analisou o cenário político brasileiro desde o movimento pelas Diretas Já, o impeachment de Fernando Collor, o Plano Real, a lei da ficha limpa até a Operação Lava-Jato e a situação política e econômica nestes três primeiros meses do segundo mandato de Dilma. De acordo com ele, Dilma se elegeu graças à promessa de fazer um governo espetacular que ela sabia que não faria. “A presidente tem que fazer um chamamento, um pacto, para fazermos a transição para um Brasil melhor”, argumentou Simon. Entre as reformas citadas estão a legislação eleitoral, o fim das medidas provisórias, mais verbas para saúde e educação e fortalecimento dos municípios.
No entanto, o ex-senador acredita que as mudanças somente virão se o povo for às ruas, principalmente os jovens que anseiam por mudanças, para cobrar e exigir ética na maneira de governar o País. “Temos que fazer um movimento, uma cruzada cívica, ética e moral em que todo mundo participe, sem réus, sem partidos, nem a favor nem contra ninguém”, argumentou. As mudanças, em sua opinião, não serão realizadas em curto espaço de tempo, mas o Brasil tem todas as condições de promovê-las, disse.
Já o presidente da CIC, Carlos Heinen, ressaltou a trajetória política de Pedro Simon, elogiando sua história de lutas e seu comportamento ético ao longo de seus 65 anos de vida pública. Heinen homenageou Simon com a entrega da Medalha da CIC.