Porto Alegre – Bancos, aulas comércio e transporte podem ser afetados pela paralisação dos servidores públicos do Estado RS

Policiais da Brigada Militar protesto Polícia Montada Santana do Livramento - APlateiaPoliciais da Brigada Militar da Polícia Montada de Santana do Livramento fazem protesto – Foto : APlateia
O protesto dos servidores estaduais do Estado do Rio Grande do Sul, previsto para segunda-feira (03.08.15), motivado pelo parcelamento dos salários, deve atingir diversos serviços. O policiamento será afetado com o aquartelamento dos policiais militares, haverá suspensão das operações da Polícia Civil, escolas públicas podem esticar as férias escolares e os bancos poderão manter as portas fechadas.
BANCOS
O Sindicato dos Bancários (SindBancários) obteve uma liminar na Justiça do Trabalho que impede a abertura dos bancos caso não haja o policiamento ostensivo. A decisão vale para todo o Rio Grande do Sul.
AULAS
Já o Cpers/Sindicato informou que não haverá aula. A partir de terça as atividades escolares devem ser retomadas, com período reduzido até o dia 18 de agosto. Devem retornar às escolas 986 mil alunos e 80 mil professores em todo o Estado, sendo que 62 mil serão atingidos pelo parcelamento dos salários – 38% da categoria. Nas duas maiores universidades do Estado, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), as aulas devem acontecer normalmente.
LOJAS
O Sindilojas Porto Alegre orienta o comércio abrir as portas. Em nota oficial, o sindicato diz que repudia a medida tomada pelos sindicatos e associações da polícia que sugestionaram a paralisação. “Vamos monitorar as lojas durante o dia. Em caso de problemas de segurança, vamos acionar a BM”, afirmou o presidente Paulo Kruse.
TRANSPORTE
Até o final da tarde de domingo nenhuma empresa de transporte coletivo por ônibus da Capital gaúcha havia anunciado a paralisação do serviço. O funcionamento do transporte público será monitorado Sindicato dos Rodoviários. “A situação deverá ser avaliada na primeiras horas da manhã. Há possibilidade de muitos motoristas e cobradores não assumirem seus postos de trabalho. Os trabalhadores estão se sentindo inseguros com policiamento, imagina sem”, alertou o presidente. Os metroviários não definiram se haverá ou não paralisação.