Moda joias – Peças antigas são a “alma” do trabalho de designer Isabella Blanco

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Joias criadas a partir de elementos do passado formam a filosofia do trabalho da designer Isabella Blanco, jornalista especializada em colecionismo e antiguidades, idealizadora da revista Retrô, a primeira do setor na América Latina, publicada entre 2005 e 2007.
A paixão da jornalista por joias antigas vem desde a adolescência, quando começou a desenhar suas próprias peças e a colecionar peças de época. Nos anos 1980, cursou “Design de Joias” como hobby na Escola Nova, do joalheiro e artista plástico Ricardo Mattar, e não parou mais de desenhar e executar para uso pessoal.
A especialização em História da Arte e o gosto pela pesquisa fizeram com que Isabella transportasse para suas criações a influência da joalheria e da moda do século XIX, início do XX, seus períodos preferidos. Portanto, cada jóia de sua lavra apresenta sempre um componente destas épocas, seja na forma, seja nos elementos em si, muitas vezes o partido inicial das joias. “É a maneira que encontrei de trazer para o presente alguns retalhos da moda do passado, mas com uma roupagem atual e fácil de usar”, explica a designer, que transformou fivelas de esmalte – que adornavam as cinturas delicadas nos períodos art nouveau e art deco – em arrojados brincos e colares.
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De cabeças de coral à fivelas de esmalte
A principal fonte de garimpo para compor as joias são as feiras e antiquários que a designer visita na Europa e nos Estados Unidos, onde vive boa parte do ano. De posse dos pequenos tesouros, inicia-se o processo criativo e a transformação dos mesmos em brincos, colares, pingentes, pulseiras e anéis.
Cada peça apresenta design exclusivo e é feita artesanamente por ourives brasileiros. Os materiais variam: desde metal esmaltado, bakelite e celuloide, marfim (fragmentos de esculturas, pequenas cabeças, animais mitológicos etc.), entalhe de pedras como ônix, lápis lázuli, olho de tigre,coral e turquesa; botões vitorianos ou de bakelite; camafeus antigos, além de substâncias típicas do período vitoriano como jet, tartaruga e âmbar.
Esses materiais são geralmente montados em prata ou ouro 18k (amarelo, branco e rosa), enriquecidos com gemas como o diamantes (branco, chocolate e negro), esmeraldas, safiras, rubis, ametistas, granadas, citrinos, turmalinas e pérolas, entre outros.
Segundo Isabella, suas criações são peças únicas, impossíveis de serem reproduzidas em série pois nascem de um elemento antigo, necessariamente. Portanto, destinam-se a mulheres que já possuem um bom acervo de joias mais tradicionais e que estão buscando incrementá-lo com itens inusitados. “Minhas jóias guardam a alma de uma época e se destacam por contar uma história. Elas surpreendem em qualquer lugar do mundo, principalmente pelos materiais escolhidos, na maioria das vezes, elementos inesperados na joalheria. São, definitivamente, joias com história”, finaliza.

Fotos: Divulgação