Rio de Janeiro – Garis fazem greve e ruas da cidade amanhecem sujas

Os garis do Rio de Janeiro entraram em greve na madrugada de sexta-feira (13.03.15), já que não houve acordo com a Comlurb, empresa de limpeza urbana da prefeitura. No início da manhã, algumas vias do Centro e da Lapa já tinham lixo acumulado nas ruas. A categoria fez também uma manifestação em frente ao Sindicato dos Empregados de Asseio e Conservação do Rio e chegaram a ocupar parte da Rua Doutor Satamini, na Tijuca, na zona norte da cidade.
Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 3% feita pela Comlurb. Eles pedem aumento salarial equivalente ao índice da inflação, além de 40% de acréscimo no adicional de insalubridade e vale-alimentação de R$ 27 reais por dia.
O desembargador do Trabalho Theocrito Borges dos Santos Filho considerou a greve ilegal já que, segundo ele, a categoria não comunicou a decisão com antecedência mínima de 72 horas. Na decisão, ele determina a suspensão imediata da greve, sob pena de multa diária ao Sindicato de R$ 100 mil.
O presidente do sindicato, Luciano Araújo, afirmou que a instituição vai recorrer da multa. “Nós tivemos uma assembleia hoje com mais de 1.200 trabalhadores. A indignação do trabalhador foi tanta por causa dos 3% que decidiram fazer a greve de imediato, por tempo indeterminado. Mas vamos recorrer dessa decisão [da Justiça]”, disse. Uma nova assembleia está marcada para amanhã, às 15h.
No ano passado, os garis do cruzaram os braços por oito dias, inclusive no período do carnaval e toneladas de lixo ficaram acumuladas por toda a cidade. Na ocasião, o movimento conseguiu 44% de aumento salarial.
Por meio de nota, a Comlurb informou que a negociação do acordo coletivo da categoria se estende até o dia 31 de março de 2015 e disse ter sido surpreendida pelo anúncio da greve sem aviso prévio. A empresa também disse que está sempre aberta ao diálogo.
 
 

EM 2014
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A Comlurb –  Companhia Municipal de Limpeza Urbana da cidade do Rio de Janeiro,  anuncia demissão de 300 garis que não compareceram ao trabalho
A greve dos garis começou no sábado (01º.03.14), provocando um acúmulo de lixo durante o Carnaval. O problema continua na quarta-feira (05.03.14), em várias partes da cidade, inclusive no centro, onde o lixo deixado por foliões e ambulantes ocupa as calçadas e os cantos de algumas avenidas. Em bairros onde houve grande concentração de foliões, como Ipanema, a Glória e a Lapa, há mau cheiro e resíduos.
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A Comlurb firmou acordo com o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio que eleva o piso salarial em 9%, para R$ 874,79. Como têm direito ao adicional de insalubridade, a remuneração dos garis chega a R$ 1.224,70. Os grevistas, no entanto, discordam desse valor e pedem um piso de cerca de R$ 1,2 mil. O grupo contrário ao acordo diz que a assinatura ocorreu sem consulta à categoria. Dez representantes dos grevistas participaram da reunião em que o acordo foi assinado. Diante da continuidade da greve, a Comlurb anunciou então a demissão de 300 garis que não começaram a trabalhar às 19h de segunda.
O acordo assinado estipula mais 1,68% no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com progressão horizontal, bônus de 100% na hora extra para quem trabalhar aos domingos e feriados, mantendo o direito à folga, como já é previsto em lei; plano odontológico, ampliação do prêmio do seguro de vida de R$ 6,3 mil para R$ 10 mil, aumento do vale-alimentação de R$ 12 para R$ 16, auxílio-creche para ambos os sexos e acordo de resultados, possibilitando o décimo quarto e o décimo quinto salários.
ABUSIVO
No sábado (1º.03.14), o Tribunal Regional do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (TRT/RJ) declarou a “abusividade e ilegalidade” de qualquer movimento de paralisação dos garis vinculados à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).
Agência Brasil