Fórum da Liberdade 2015 debateu a situação econômica dos países latino-americanos

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A discussão sobre a situação econômica dos países latino-americanos também esteve presente na programação do 28º Fórum da Liberdade, nesta terça-feira (14), com o painel “América Latina”. O debate ficou por conta do cientista politico, escritor e jornalista, Plinio Apuleyo Mendoza; do presidente da Atlas Network, Alejandro Chafuen; e do economista, cientista político, consultor e presidente da Mont Pelerin Society, Pedro Schwarts. A mediação do painel foi realizada pelo vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Fernando Ulrich.
Plinio Apuleyo Mendoza falou sobre a situação política dos países latino-americanos, como a Venezuela e a Cuba. Segundo o cientista político, “Cuba é um verdadeiro desastre, 60 mil empresas estatizadas, dramático desabastecimento de produtos básicos, agricultura em ruínas”. A situação da Venezuela, de acordo com Mendoza, não é muito diferente. “Inflação horrível, 46% das empresas estatizadas, grande desemprego e desabastecimento. Falta tudo na Venezuela”, exclama.
Mendoza foi enfático em afirmar que há apenas uma maneira de solucionar a crise no sistema político de alguns países latino-americanos: a mudança do sistema. “Me limito a comunicar uma esperança: estive em países como Venezuela e Bolívia e as pessoas estavam conscientes de que o socialismo não as representava”, afirma.
Presidente da Atlas Network desde 1991, Alejandro Chafuen trouxe ao painel os desafios no caminho para a liberdade na economia latino-americana. O primeiro ponto abordado pelo palestrante foi o marco econômico global. De acordo com Chafuen, o Brasil e o México são os “gigantes da região latino-americana”. O palestrante comentou também da economia estadunidense, que continuará sendo atrativa para o investidor internacional: “Os Estados Unidos está crescendo. Comparado a outros países, segue sendo muito atrativo”.
Chafuen apresentou os desafios do sistema político e econômico da América Latina: corrupção, justiça politizada e ineficiente, desigualdade, sofisticação do inimigo – pois eles também usam as novas tecnologias -, e fracasso dos liberais em encontrar consensos. O presidente afirmou que “quanto maior liberdade econômica, menor a corrupção” e finalizou com o recado: “sigam lutando pela liberdade”.
A solidez da moeda como caminho para a liberdade foi o que defendeu o presidente da Mont Pelerin Society, Pedro Schwarts. “A maneira de enfrentar a liberdade política, social e econômica é buscar algo prático. Um caminho que melhore a situação, de tal maneira que possamos compreender sem precisar mudar toda a sociedade”, aponta.
O economista austríaco e fundador da Escola de Viena (academia de pensamento econômico), Carl Menger, foi citado pelo palestrante. “Foi quem explicou em 1892 que a origem do dinheiro se deu pelos comerciantes”, de onde emergiu espontaneamente por meio das ações de indivíduos que visavam seus próprios interesses. O economista concluiu que, portanto, a moeda é uma instituição social, não uma criação dos estados e que é “um dos mais poderosos instrumentos da liberdade que há nos estados”.