Fórum da Liberdade 2015 – Capitalismo e empreendedorismo foram debatidos no segundo dia do evento

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O segundo dia do 28° Fórum da Liberdade reuniu o presidente do Instituto Liberal e colunista da revista Veja e do jornal O Globo, Rodrigo Constantino, o economista Norte Americano, escritor e professor, Donald J. Boudreaux e o Mestre em ciência política, fundador do Instituto Ordem Livre e autor do blog Capitalismo para os pobres, Diogo Costa para debater Livre Mercado, na manhã desta terça-feira (14), no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre/RS.
O empreendedor foi a abordagem central da palestra de Constantino, que o classificou como figura chave para a economia. “É esse cara, com postura sempre alerta, atento às possibilidades para atender melhor o seu consumidor e com espírito avesso ao risco, que deveria ter nome de rua, e não esses políticos que só criam obstáculos para o desenvolvimento do país”, revelou. Sobre os estatizantes, Constantino criticou: “são arrogantes, pois acreditam em um saber que eles não têm. Aliás, se juntassem todos em uma mesma sala não chegariam a lugar algum. Imagine, então, Dilma e Mercadante”, disse.
O palestrante comparou a situação do país com um tabuleiro de xadrez. “Os positivistas mexem as peças para obter o resultado desejado. Isso é tentativa e erro. Não funciona assim”, explicou. Como mensagem principal, Constantino disse que sem liberdade econômica não há liberdade política. “Temos que defender a liberdade como um pacote. Liberdade de consciência, de empreender, de consumir. O governo que pouco atrapalha, muito ajuda”, concluiu.
O americano Donald J. Boudreaux falou sobre o discurso de que a classe média estagnou. “É preciso analisar as mudanças relacionadas ao poder aquisitivo das pessoas, pois a qualidade dos bens e de vida melhorou”, contou. Para exemplificar isso, o economista deu alguns exemplos práticos. “Em 1975, um americano trabalhava oito horas para comprar uma cafeteira, hoje apenas uma hora é o suficiente para adquirir o produto”, destacou.
Diogo Costa fez um histórico sobre a pobreza global com conceitos de pensadores de diversas nacionalidades, e destacou que a redução da pobreza no mundo não tem a mesma atenção que outros assuntos econômicos. “A pobreza não se reduz por pessoas importantes, ela é feita por milhares de pessoas desimportantes. A mudança começa com pessoas simples que não querem mudar o mundo, mas modificar a própria vida”, disse.
Sobre o capitalismo, o palestrante destacou como ferramenta de crescimento econômico, mas destinado aos riscos. “Para que as massas saiam da miséria, elas precisam ter acesso ao capitalismo. Porém, ele não é das massas, mas do estado. Capitalismo é para os ricos, socialismo é para os pobres”, acrescentou. Para o mestre, a partir do momento que passarmos a ver os pobres como ativos e participativos na economia, toda a percepção de como ajudá-los se transformará. “É melhor tratarmos as pessoas pobres capacitando-as do que olharmos as mesmas como poços de necessidades”, salientou.
Por fim, ele citou os intocáveis da Índia, classes condenadas e proibidas de ascensão na hierarquia da sociedade. “Eles perceberam que ao invés de serem procuradores de empregos, poderiam ser provedores de empregos e assim estão fazendo história”, contou. No Brasil, o capitalismo é representado por dois elevadores: o principal e o de serviço. Mas qual é a diferença entre eles? “No elevador principal os ricos apertam os seus próprios botões”, concluiu.
O 28° Fórum da Liberdade conta com patrocínio de Gerdau, Ipiranga e Souza Cruz, e apoio de Celulose Riograndense, Évora, Fruki, Paim, PwC, Fecomércio, PUCRS, CNI e Fiergs.