Brasil tem a energia mais cara entre 28 países analisados pela Federação das Indústrias do Rio de Rio de Janeiro

Energia Elétrica
O custo médio da energia elétrica para a indústria brasileira subiu 0,6% neste mês, após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizar o reajuste ordinário da Energisa Mato Grosso (EMT, antiga CEMAT), da Energisa Mato Grosso do Sul (EMS, antiga Enersul), da Cemig, da CPFL Paulista; e ajustar os percentuais já concedidos a outras distribuidoras neste ano.
De acordo com o Sistema FIRJAN, as indústrias pagam em Abril/15, em média, R$ 537,40 por MWh. O Brasil continua tendo a energia mais cara entre 28 países, segundo ranking elaborado pela própria Federação. No ranking estadual, o Rio de Janeiro ocupa a primeira posição, com o custo médio da energia em R$ 653,27 por MWh.
Entre os estados que tiveram os reajustes ordinários aprovados recentemente, o Mato Grosso ocupa a terceira posição, com o custo de R$ 630,52 por MWh; Minas Gerais (R$ 559,12 por MWh) ocupa a 8ª posição; o Mato Grosso do Sul (R$ 543,03 por MWh) está na 12ª colocação; e São Paulo (R$ 521,44 por MWh) está na 13ª colocação.
A tarifa é 338% superior ao custo médio praticado nos Estados Unidos (R$ 122,7) e está 108,7% acima do custo médio dos demais 27 países do ranking (R$ 257,5), segundo a pesquisa. No mês de março/15, o Brasil passou a liderar a relação de países de custo mais caro da energia elétrica para a indústria, superando a Índia (R$ 504,1 por MWh em abril) e a Itália (R$ 493,6) por MWh), que ocupavam até então as primeiras posições. O custo mais baixo é encontrado na Argentina (R$ 51 por MWh).