Coronavírus : Opas divulga melhores práticas para controlar a pandemia e alerta sobre férias, compras e encontros no final de ano

Coronavirus no Brasil / Recomendações OPAS OMS
Coronavírus no Brasil / Recomendações OPAS OMS

Sortimentos.com Saúde

Coronavírus : Opas divulga melhores práticas para controlar a pandemia e alerta sobre férias, compras e encontros no final de ano

Alerta para férias, compras e encontros no final de ano

Apesar dos riscos, existem algumas medidas comuns que todos podemos tomar para tornar as férias o mais seguras possível. A OPAS e a OMS recomendam que os países com transmissão generalizada do vírus considerem seriamente o adiamento ou redução das reuniões em massa. Este não é o momento de promover nenhuma grande reunião, alerta a OPAS.

Independentemente do local, os serviços religiosos devem ser diferentes em 2020. Devem ser realizados ao ar livre sempre que possível ou ter tamanho limitado, recomenda.

Sobre as reuniões, devem ser realizadas ao ar livre sempre que possível e seus participantes devem usar máscaras e manter distância física. Se o evento ocorrer em ambiente fechado, limitar o nº de pessoas e escolher áreas ventiladas pode ajudar a reduzir a exposição, orienta.

As reuniões internas, mesmo as menores, são especialmente arriscadas porque reúnem grupos de pessoas, jovens e idosas, de diferentes famílias, que podem não estar seguindo as medidas de prevenção, adverte.

As medidas de segurança são especialmente importantes à medida que entramos na temporada de férias. Nem é preciso dizer que a opção mais segura para todos é ficar em casa, mas sabemos que algumas pessoas já decidiram viajar de avião neste período de fim de ano.

Cada reunião, cada viagem para fazer compras e cada plano de viagem aumentam as chances de espalhar o vírus. Portanto, pedimos a todos que avaliem suas opções com cuidado e sigam as orientações das autoridades nacionais de saúde, alerta a OPAS/OMS Brasil em postagem na rede social.

Por isso, é fundamental que todos continuem praticando as medidas de saúde pública que sabemos que são eficazes no controle da propagação do vírus, destaca.

Muitos podem estar pensando que o teste os ajudará a viajar com segurança. Os testes para a COVID-19 são uma ferramenta importante para rastrear e combater a propagação do vírus, mas devemos ter cuidado para que os testes não deem uma falsa sensação de segurança, observa.

Uma nova pesquisa da OPAS/OMS no mês de novembro revela que os países estão falhando na implementação de serviços de saúde mental Hospital durante a pandemia de COVID19 e que 1 em cada 5 profissionais de saúde apresenta sintomas de depressão

Melhores práticas para controlar a pandemia de COVID-19

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentou na quarta-feira (11.11) um guia das melhores práticas para ajudar os países a decidirem quais medidas implementar para controlar a pandemia de COVID-19 e por quanto tempo, baseando-se em como o vírus se propaga e nas características de seus sistemas de saúde.

“Esperamos que, com essa orientação, os países possam adaptar melhor a resposta às suas necessidades individuais, à medida que o número de casos muda com o tempo”, afirmou Jarbas Barbosa, subdiretor da OPAS, em entrevista coletiva. A orientação atualizada, desenvolvida pela OMS e pela OPAS, aborda “Considerações para implementar e ajustar medidas sociais e de saúde pública no contexto da COVID-19”.

“Enquanto aguardamos uma vacina eficaz e melhores tratamentos contra a COVID-19, os países devem esperar uma série de surtos recorrentes, portanto, sempre precisarão estar prontos para agir. A chave sempre foi garantir que nossas respostas de saúde pública sejam adaptáveis ao momento. Só então podemos garantir que alguns novos casos não evoluam para surtos completos”, disse Barbosa.

Entre as melhores práticas estão uma vigilância robusta de doenças para detectar a propagação do vírus e aprimorara a resposta, rastreamento de contatos para limitar a propagação do vírus, priorizando a atenção primária à saúde para atender as pessoas onde for necessário e tendo equipes médicas prontas para emergências. “Manter o vírus sob controle requer um compromisso constante e ajustes proativos para garantir que nossas respostas nacionais reflitam as tendências de mudança”, pontuou o subdiretor da OPAS.

Um mosaico de diferentes cenários

Observando que 22 milhões de pessoas nas Américas foram infectadas com a COVID-19 e mais de 660 mil morreram, Barbosa disse que o vírus ainda está crescendo, com 150 mil casos notificados diariamente. Na América do Norte, estados nos EUA, Canadá e México estão enfrentando picos de casos, mas alguns países do Caribe, América Central e América do Sul estão se saindo melhor do que outros.

O subdiretor da OPAS alertou que a situação na Europa “deve servir de alerta para as Américas. Isso prova que, mesmo depois de controlar as infecções por COVID-19, os países ainda são vulneráveis ao ressurgimento do vírus”.

Mudar de bloqueios totais para suspender todas as medidas restritivas é “insustentável e ineficaz no controle deste vírus”, e cada país, cidade e comunidade precisa ajustar sua resposta de saúde pública de acordo com os cenários locais, disse Barbosa.

Melhores práticas nas Américas

“Sistemas eficazes de vigilância epidemiológica permitiram que o Chile se recuperasse após picos sem precedentes no início deste ano, adaptando suas medidas de saúde pública, localidade por localidade”, observou o subdiretor da OPAS, e os países do Caribe, usando fortes sistemas de vigilância laboratorial, “foram disciplinados quanto à imposição de restrições e endurecimento de medidas de saúde pública quando houver novas infecções, ao mesmo tempo que mantém o turismo funcionando”.

O rastreamento de contatos, ajustado aos padrões de transmissão, está sendo bem feito na Argentina, Costa Rica e Jamaica, afirmou Barbosa. Canadá e Brasil priorizaram a atenção primária à saúde e ajustaram sua força de trabalho em saúde para atender à crescente demanda, enquanto Cuba e Costa Rica garantiram atenção às pessoas por meio de seus fortes sistemas de cobertura universal de saúde, acrescentou.

Barbosa disse que a maioria dos países das Américas formou equipes médicas de emergência para fornecer capacidade de emergência quando necessário. “Vimos isso no Uruguai e no Peru, onde equipes internas foram implantadas em pontos críticos do vírus para cuidar de pacientes e aliviar a carga das clínicas e hospitais locais. Nas Américas, mais de 165 equipes médicas de emergência foram implantadas internamente pelos países, permitindo que os serviços de saúde se expandissem para quase 17 mil leitos de internação e 1,5 mil leitos de cuidados intensivos, que têm sido cruciais para salvar vidas em áreas remotas”, explicou.