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O verão é geralmente a pior época do ano para os portadores de enxaqueca. E os fatores de causa são bem variados e vão desde efeito direto do calor até a mudança do estilo de vida rotineiro por conta das férias e viagens. O neurologista Dr. Leandro Teles da capital paulista, explica que o excesso de Sol, por exemplo, pode levar a alteração o calibre dos vasos e predispor a uma crise – tanto pelo calor como por desidratação. “Além disso, a alteração de sono (para mais ou para menos), os alimentos gordurosos e o excesso de álcool (especialmente o consumo de vinho tinto) são outros culpados potenciais pela piora sazonal”, diz o médico.

A predisposição à enxaqueca é determinada geneticamente, por diversos genes que geram graus variados de tendência. Essa tendência genética irá se apresentar mais ou menos a depender de outros fatores ambientais como: oscilação hormonal, alimentação, privação de sono, estresse, estações do ano, entre outros. Quando acontece, a dor é provocada por uma mistura de inflamação e dilatação das artérias, que é sentida de forma intensa por um sistema de controle de dor ineficiente.

“Estima-se que acima de 90% da população mundial tenha dores eventuais, sendo que 50% apresenta impactos na sua rotina diária dado a frequência ou intensidade dessas dores”, explica Dr. Leandro acrescentando que “sem medicamento, uma crise pode durar até 3 dias seguidos e ser muito incapacitante”.

Para não deixar a enxaqueca estragar o verão, o neurologista deixa algumas dicas:

  • Hidratação: abuse da água, sucos, isotônicos, água de coco, etc;
  • Evite álcool em excesso (principalmente vinho tinto);
  • Alimente-se de 3 em 3 horas. Prefira comidas naturais, de fácil digestão, com pouca gordura, condimentos e cafeína. Evite também os embutidos e queijos amarelos;
  • Proteja-se do sol e do calor com óculos escuros, chapéu, boné, guarda-sol, ventiladores e ar condicionado;
  • Procure manter certa regularidade de sono (não se privando demais e também não exagerando na dose);
  • No caso de crise de enxaqueca iniciando: afaste-se do sol e de locais muito iluminados e barulhentos, interrompa qualquer atividade física e procure descansar ou dormir. Logo no começo faça uso de medicamentos apropriados prescrito por seu médico de confiança. Compressas frias na cabeça também podem ajudar;
  • Em crises acima de 1 vez ao mês (no verão ou fora dele), é importante buscar ajuda especializada para delinear o melhor tratamento.

 

 

Fotos: Internet/Divulgação