Crise no Brasil : recorde histórico de 61 milhões de inadimplentes

Aproveitar parte do 13º salário para renegociar dívidas atrasadas pode ser uma alternativa para que os 61 milhões de brasileiros em situação de inadimplência possam reorganizar a vida financeira e reabilitar o crédito. Até dia 30 de novembro de 2017 ocorre o Feirão Limpa Nome, oportunidade para quem está negativado procurar descontos especiais e condições de pagamento diferenciadas e encerrar o ano com a vida financeira mais organizada.

Durante o Feirão Limpa Nome, o consumidor pode negociar sua dívida diretamente com a empresa participante, o que aumenta as chances de um acordo mais satisfatório para ambas as partes.

Inadimplência de outubro

Segundo estudo desenvolvido pela área de Decision Analytics da Serasa Experian, em outubro de 2017, o número de consumidores inadimplentes no país chegou a 61,0 milhões, 4,45% a mais do que em outubro de 2016, quando eram 58,4 milhões. O montante alcançado pelas dívidas no nono mês deste ano foi de R$ 269,1 bilhões, com média de quatro dívidas por CPF, totalizando R$ 4.411,00 por pessoa.De acordo com os economistas da Serasa, o aumento da inadimplência no mês de outubro é reflexo do Dias das Crianças.

Crise no Brasil Inadimplencia do Consumidor

Inadimplência por idade
A maior concentração dos negativados tem entre 41 e 50 anos (19,6% do total). Em segundo no ranking de participação entre os inadimplentes estão os jovens de 18 a 25 anos, que respondem por 14,5% do total.

Inadimplência por sexo
Os homens representavam 50,8% dos inadimplentes em outubro/2017. A maioria das dívidas foi contraída junto aos setores bancários e de cartão de crédito (29,6% do total). Na comparação com outubro/2016 houve queda de 2,3 pontos percentuais nas dívidas nesse segmento. O setor de utilities (energia elétrica, água e gás) respondeu por 18,4% do total de débitos em atraso, aumento de 3,0% pontos percentuais na comparação com outubro/2016. Já Telefonia alcançou 11,7% do montante: queda de 0,6 ponto percentual em relação a outubro de 2016. Já a inadimplência do varejo era de 13,5% em outubro deste ano, aumento de 0,8 ponto percentual na comparação com o mesmo mês de 2016. O setor de serviços respondeu por 10,5% da inadimplência, queda de 2,1 pontos percentuais em relação a outubro de 2016. Por fim, financeiras e leasing, 8,6%, queda de 0,4 ponto percentual em relação ao outubro de 2016.

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Realidade
O elevado número de inadimplentes vai na contramão da Campanha do governo Federal e de vários veículos de comunicação que propagam uma recuperação econômica. O Brasil diminui o número de desempregados com novos empreendedores e principalmente pela informalidade. Há um crescimento péssimo à ruim para o número de empregos formais. Para completar, há governos estaduais (Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, ambos do PMDB ) atrasando e parcelando salários dos servidores. A mesma política de desrespeito ao funcionalismo público ocorre com prefeituras. Em Porto Alegre, mesmo com o TCE ( Tribunal de Contas do Estado ) declarando que há dinheiro em caixa, o prefeito Nelson Marchezan Jr (PSDB) tem atrasado o pagamento de salários. Causa estranheza, que o governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, que vem pagando os servidores fora do prazo, tenha sido homenageado no evento comemorativo dos 80 anos da CDL Porto Alegre. Reconhecimento duvidoso, para um gestor público que através da sua administração concedeu diversos benefícios fiscais à empresas, sucateou a educação e possui um dos maiores índices de criminalidade.

Inadimplência por região
O estudo também mostra que, em outubro2017, a região com maior percentual de inadimplentes do país era a Sudeste, com 44,8% do total, seguida pela região Nordeste, com 25,5%. O Sul ficou em terceiro, com 12,7% dos negativados.

Consumidor deve se preparar antes de renegociar
O consumidor precisa fazer um bom planejamento antes de negociar uma dívida, colocando na ponta do lápis todas as despesas fixas e as dívidas já assumidas ou previstas. Assim, é possível saber quanto deve sobrar para pagar a nova dívida que será negociada (ou mais, se for o caso), escolhendo quais as condições e formas de pagamento melhor se encaixam no orçamento.