Mostratec : acessibilidade e inclusão social são temas pontuais e relevantes para o jovem cientista

Matheus Bender - Emerson da Costa Silva - Fundacao Escola Tecnica Liberato Salzano Vieira da Cunha - Foto Vinicius Hans
Matheus Bender – Emerson da Costa Silva – Fundacao Escola Tecnica Liberato Salzano Vieira da Cunha – Foto Vinicius Hans


Acessibilidade e inclusão social são temas pontuais e relevantes para o jovem cientista brasileiro

Estudantes entre 14 a 20 anos de idade de todos os estados brasileiros e de outros 19 países participam da Mostratec, maior feira de Ciência e Tecnologia da América Latina, que acontece entre os dias 23 e 27 de outubro de 2017, no Centro de Eventos da FENAC, em Novo Hamburgo (RS). Nesta edição da feira serão apresentados 670 projetos (420 da Mostratec e 250 da Mostratec Júnior), distribuídos em 13 diferentes áreas. A Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, organizadora da Mostratec, estima receber público visitante de 40 mil pessoas.

Muitos dos seiscentos trabalhos apresentados na 32ª Mostratec– Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, se destacam pelo teor social. É visível a preocupação dos jovens pesquisadores, em promover a inclusão social entre elas a acessibilidade aos deficientes físicos e proporcionar uma melhor qualidade de vida a essas pessoas e aos seus familiares.

Esse interesse pelo outro, se reflete nos projetos desenvolvidos por estudantes brasileiros. Para auxiliar o acesso dos cadeirantes, a partir de transportes públicos até teatros, hospitais e estádios, o aluno Eder Luiz Borges Gomes Antunes Silva desenvolveu o aplicativo Acessa+, que mostra as rotas acessíveis, utilizando a tecnologia GPS e na plataforma Android.

“Eu planejo criar uma rede de colaboradores no Brasil todo para produzir mais rotas ainda”, comenta o estudante do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira Cap – UERJ, do Rio de Janeiro (RJ), que teve a orientação de Leonardo Lehnemann Agostinho Martins.

Para proporcionar maior segurança aos deficientes visuais Èrika Kopsch e Augusto Henrique Prates Laurindo desenvolveram o projeto de um piso tátil, que possibilita a localização através de relevos e texturas. “Na escola em que a gente estuda há a presença um estudante com deficiência visual e nós percebemos as dificuldades que ele apresenta diariamente”, conta Èrika. O piso que é feito a base de materiais recicláveis como o isopor, recolhidos semanalmente no colégio. Para a realização do trabalho, os alunos tiveram a orientação de Marina Wudtke Laurindo, da E.E.B. Professor João Romário Moreira, em Jaraguá do Sul (SC).

No âmbito dos deficientes de locomoção definitivos ou temporários, as alunas Thaise Josiane Quevedo Petry, Sueln Passano Asteggiano e Camila Castro Brum, projetaram um colete que auxilia no transporte de pessoas acamadas, através de alças de sustentação que tornam os movimentos mais ergonômicos. “A gente pretende ajudar na área da saúde cuidadores, familiares que cuidam dos pacientes em casa, que passam muito trabalho para locomover os pacientes da cama para poltronas ou para banho”, destaca Camila. Para a realização do trabalho, as alunas contaram com o apoio da orientadora Juliane Araujo Rodrigues e coorientadora Fernanda Almeida Fettermann, do SENAC Uruguaiana (RS).

Ainda na questão da dificuldade de locomoção, Matheus Bender e Émerson da Costa Silva, criaram um projeto alternativo à cadeira de rodas para crianças, um dispositivo que permite que elas se locomovam no chão, ficando no mesmo plano que as demais crianças de sua idade, em momentos de recreação escolar. “Nós sabemos que existem alguns projetos que envolvem uma faixa etária acima do que nós trabalhamos, que é de 3 até 6. Existe uma necessidade nessa idade de ficar perto do solo brincando, interagindo em sociedade com as outras crianças. Sendo que, quando elas ficam um pouco maiores, que é o intuito dos outros projetos, o esperado e recomendado é elas fiquem de pé”, explica Matheus, que é aluno da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha de Novo Hamburgo (RS). Para a orientação desse estudo, os alunos contaram com Fábio Ricardo de Oliveira Souza e coorientação de Fernando Galbarino e Fernanda Mariany Vieira.