Crise no Brasil : Situação econômica do setor preocupa Sindicato de Hospedagem e Alimentação


Situação econômica do setor preocupa Sindicato de Hospedagem e Alimentação

O setor de hotelaria e gastronomia vive um 2017 de oscilações. Planos de refinanciamento estadual e federal e altas taxas dos cartões de crédito e de alimentação são alguns pontos que impactam diretamente a categoria. “Enfrentamos diariamente uma série de problemas que impactam diretamente na economia do nosso setor. Essas dificuldades estão levando a uma possível insolvência e isso é extremamente preocupante”, ressalta o presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), Henry Chmelnitsky.

O dirigente destaca questões que afetam o faturamento como planos de refinanciamento estadual e federal, que não atendem a real necessidade de regularização das dívidas do setor, juros bancários excessivos e baixo acesso ao crédito. “Estamos amarrados e sem espaço para expandir, seja via mercado ou instituições públicas”, desabafa.

PORTO ALEGRE ABANDONADA
Outro problema recorrente que atinge o segmento é o descaso com o Centro Histórico, principal ponto da cidade. Os empresários têm que conviver diariamente com um local sujo e tomado pelo comércio irregular, que invadiu as calçadas da região, dificultando o acesso aos estabelecimentos. Diversas reivindicações junto ao poder público já foram feitas pelo Sindicato, porém a situação segue sem resolução.

“Temos uma capital com potencial econômico a ser explorado. Precisamos redescobrir e retomar a nossa cidade, para que possamos oferecer excelência no atendimento à população, nos bares, restaurantes e hotéis. É preciso união de todas as partes para que as coisas aconteçam”, afirma Chmelnitsky.

ESTADO AMÓRFICO
Outro problema que o setor enfrenta a diminuição da circulação das pessoas em horários noturnos devido ao aumento da criminalidade, diminuindo o número de clientes nos restaurantes. O governo do Estado do Rio Grande do Sul não consegue realizar ações eficientes, apesar dos esforços da policia civil e Brigada Militar.

Para completar, os parcelamentos de salários do funcionalismo municipal e estadual está desorganizando a economia do estado gaúcho. A politica adota na gestão da cidade e do Estado que prima pelo desmonte da coisa pública, aumento de impostos e retirada de direitos, deixa a população apreensiva e desmotiva ao consumo. Conforme o Serasa, mais de 46% da população ativa de Porto Alegre está negativada.

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