
A Toyota anuncia, por meio de seu laboratório de biotecnologia,
localizado na província de Aichi, no Japão, um importante passo
para viabilizar a produção em larga escala de biocombustível extraído
de vegetais não comestíveis, o etanol celulósico, a partir de 2020.
Hoje, a maioria dos biocombustíveis provém de vegetais comestíveis,
como a cana de açúcar e o milho. A utilização de vegetais não comestíveis
irá gerar impacto significativamente menor nos estoques globais
de alimentos. Para viabilizar a produção de etanol celulósico em larga escala,
o laboratório de biotecnologia da Toyota desenvolveu, por meio de técnicas
de recombinação genética, uma nova cepa de leveduras que desempenham
papel importante no processo de fermentação necessário para a obtenção
do biocombustível.
A fermentação da xilose, um dos açucares produzidos quando as fibras
das plantas são quebradas no processo de sacarifição, normalmente é difícil
de ser obtida com leveduras encontradas na natureza. Entretanto,
a nova levedura desenvolvida pela Toyota não apenas é extremamente
eficiente na fermentação da xilose como também é altamente resistente
à substâncias que inibem a fermentação, como o ácido acético.
Como resultado, a levedura atingiu uma dos mais altos índices de densidade
de fermentação de etanol já obtidos no mundo, de aproximadamente
47 gramas por litro. Dessa forma, espera-se que a obtenção de etanol
a partir de celulose seja incrementada e que os custos de produção
sejam significantemente reduzidos.
A Toyota, com sua meta de reduzir as emissões de CO2 e de responder
à crescente demanda por fontes alternativas de energia, desenvolve fontes
de energia renováveis, como biocombustíveis, além da próxima geração
de veículos amigáveis ao meio ambiente. As pesquisas da Toyota
neste setor buscam desenvolver tecnologias que compreendam todos
os processos envolvidos na produção do etanol celulósico,
incluindo o pré-tratamento do material bruto, a sacarificação enzimática
e a fermentação da levedura. Com o objetivo de atingir um custo
de produção páreo ao de outros combustíveis líquidos, como a gasolina,
a Toyota está se esforçando para obter um suprimento estável de material
bruto de fibras vegetais bem como tecnologias que reduzam os custos
de produção.
Toyota do Brasil
A empresa conta com mais de 4.000 colaboradores em suas unidades
de Indaiatuba (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Paulo (SP)
e Guaíba (RS). Fundada em 1937, a Toyota Motor Corporation (TMC)
é uma das fabricantes de veículos para passageiros e comerciais
mais representativas do mundo. Com produção em 26 países e regiões
e vendas em mais de 170 países, a empresa é detentora das marcas Toyota,
Lexus, Daihatsu e Hino. A Toyota possui ações nas Bolsas de Valores
de Tóquio, Nagoya, Osaka, Fukuoka e Sapporo (Japão), Nova York (EUA)
e Londres (Reino Unido) e emprega atualmente mais de 315.000
colaboradores em todo o mundo.











