
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
a expectativa de vida dos brasileiros em 2020 será de 76,1 anos
e em 2050 deve chegar a 81,3 anos. Visando atender esta parcela crescente
da população o mercado imobiliário, busca se adaptar a nova realidade
demográfica do país, pois este nicho de mercado é exigente
e possui um nível de renda bem maior do que muitos jovens
e adultos ativos economicamente.
“A demanda é o que mais atraiu a atenção do mercado. Para não perder
nenhum negócio há imóveis que não são feitos especialmente para os idosos,
mas são construídos pensando no futuro. Ou seja, os espaços são mais amplos
e com a estrutura adequada para que na velhice dos proprietários
eles já estejam prontos para atendê-los”, observa a vice-presidente
da Primar Administradora de Bens Elizabeth dos Santos Silva Freitas.
“Levando em consideração as principais queixas dos idosos em relação
à moradia, as construções passaram a ser planejadas de maneira
que se adaptem as necessidades das pessoas da terceira idade e que sirvam
também para outras faixas etárias”, destaca Elizabeth.
Mimos
Considerado como um público com alto potencial de compra,
quem está na terceira idade ganha alguns mimos em condomínios
que estão de olho na qualidade de vida dos seus moradores mais velhos.
“Muitos empreendimentos estão consolidando uma cultura de inclusão
dos idosos e não apenas das crianças, jovens e adultos. Salões de festas,
piscinas e outras áreas comuns ganham áreas de circulação
mais amplas e acessórios que facilitam a vida dos idosos.
A capacitação dos funcionários para atender melhor os mais velhos
é outra estratégia utilizada”, comenta a empresária.
Reclamações
Entre as reclamações de quem está na terceira idade em relação aos imóveis
estão à ausência de elevadores e rampas nos prédios e edificações,
acessos que dificultam a entrada nos imóveis, portas estreitas
– o que dificulta a movimentação de um idoso que utilize andador,
bengala ou cadeira de rodas -, banheiros com poucos ou sem pontos
de apoio para facilitar a hora do banho e a falta de pisos antiderrapantes.
“Fechaduras sem alça, iluminação precária dos ambientes e áreas comuns
que não são adaptadas para a circulação de idosos também estão entre
as insatisfações”, aponta Elizabeth dos Santos Silva Freitas.
Com o envelhecimento crescente da população e aumento na expectativa
de vida, fica evidente a importância de escolher um imóvel adequado
e ajustado com as necessidades futuras do proprietário. Localização,
mobilidade urbana, serviços, ruídos, projetos na região e segurança
são outras variáveis que devem ser analizadas ao fazer o investimento.
Fonte : Toda Comunicação











