
A viagem diária para o trabalho em São Paulo é mais longa e cansativa
do que se imagina, e reflete a falta de infraestrutura em tráfego urbano
para acompanhar o ritmo de crescimento e a rotina desses centros,
segundo estudo global da IBM. A análise, feita em maio deste ano,
contemplou 20 cidades distribuídas pelos cinco continentes
e a Capital paulista é uma delas.
Dentro do universo do estudo, 61% dos entrevistados paulistas
que se deslocam para o trabalho afirmam que o tráfego piorou,
dos quais 26% enfatizam que piorou muito nos últimos três anos.
A pesquisa revela que a recessão econômica levou 32% dos condutores
locais a mudar a forma de chegar ao trabalho. Entre esse grupo,
21% estão adotando esquemas de transporte solidário
e 15% estão trabalhando mais em casa.
Um dado curioso é que 60% dos condutores – a quarta porcentagem
mais alta entre as 20 cidades – trabalham pelo menos um dia por semana
em casa, e 16% trabalham os cinco dias em esquema home Office.
Outros destaques de São Paulo
:: 73% dos motoristas disseram que o tráfego urbano afetou negativamente
a saúde. E o mais preocupante é o aumento de estresse em 55%,
o segundo índice mais alto entre todas as cidades apenas após a Cidade
do México, com 56%.
:: 38% disseram que o tráfego afetou negativamente seu desempenho
no trabalho/escola.
:: 45% disseram que houve uma ocasião nos últimos três anos
em que o tráfego estava tão ruim que eles deram meia-volta
e retornaram para casa.
:: 47% disseram que decidiram não fazer uma viagem no último mês devido
ao tráfego previsto. As viagens mais canceladas foram as de lazer (44%).
:: Outra demonstração de como o tráfego pode interferir na qualidade
de vida: 55% dos condutores disseram que eles gastariam mais tempo
com a família e amigos, 52% se exercitariam mais, 47% teriam mais tempo
para o lazer e 39% dormiriam mais.











