
Os ingressos estão esgotados para assistir aapresentação de Maria Bethânia
interpretando composições de Chico Buarque, queacontece no dia 22 de novembro,
às 22h, na Via Funchal (Rua Funchal, 65, VilaOlímpia), em São Paulo.
Desde que pisou profissionalmente no palcopela primeira vez, em 1965, aos 18 anos,
Maria Bethânia se firmou como a maisautoral das cantoras brasileiras e não parou
de escrever para si uma trajetóriasingular na história da MPB. Ao longo de 45 anos
de trabalho, conseguiuconciliar de forma magistral atributos aparentemente
inconciliáveis: reverênciaao passado e ousadia; independência artística
e sucesso comercial; sofisticaçãoe apelo popular.
Ela foi a primeira mulher a vender um milhãode discos no país. Nunca se atrelou
a movimentos, jamais se submeteu a pressãode gravadoras e sempre navegou
na contramão do mercado. Tudo isso lhe garantiuuma carreira imaculada,
que atravessa as décadas angariando a admiração fiel dopúblico e da critica.
Mais do que cantora, Maria Bethânia sempregostou de se definir como intérprete.
E com justa razão. Ela deu origem a umalinhagem de cantoras que, por força
de sua interpretação, tornam-se quaseco-autoras das canções que passam
por suas vozes. E pelo timbre grave e dramáticode Bethânia já passou, e continua a passar,
o melhor da música brasileira.
Entretanto, de todos os compositores queinterpretou, nenhum ganhou mais sentido
na sua voz do que Chico Buarque. Semfalsa modéstia, e com aval do próprio compositor,
Bethânia costuma se dizer suamelhor intérprete. E não é para menos: em quase cinco
décadas de carreira, jáinterpretou mais de cinquenta de suas canções.











