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São Paulo – Peça A Serpente, de Nelson Rodrigues, no Teatro Ruth Escobar

10/01/2012 || 21:31 |   

A Serpente Peça de Nelson Rodrigues no Teatro Ruth Escobar em São Paulo

Desde 2001 no cenário do teatro brasileirocom suas leituras contemporâneas
para textos clássicos, o Grupo Gattu volta em cartaz com seu quarto espetáculo
de Nelson Rodrigues. “A Serpente”, cumpre temporada de 13 janeiro até 1º de abril,
na sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista), em São Paulo/SP.
A direção é de Eloísa Vitz, que também está no elenco ao lado de Daniela Rocha Rosa,
Elam Lima, Diogo Pasquim e Laura Vidotto. As apresentações são sextas, às 21h30;
sábados, às 21h; e domingos, às 20h. O ingresso custa R$ 40,00.

Peça A Serpente
Em tons de azul, violeta, roxo e rosa, a luz compõe a atmosfera da trama,
cria ambientes distintos e marca a passagem de tempo. No som, os artistas
impressionistas Erik Satie, Gabriel Fauré e Claude Debussy ajudam a compor
a atmosfera de sedução. No palco, personagens sugados por uma torrente
de desejos contracenam em meio a uma cama, uma escada, o para-peito e um gira-gira
de parque de diversões.

Triângulo amoroso:
A Serpente, última peça escrita por NelsonRodrigues, em 1978, conta a história de duas irmãs,
Lígia (Daniela Rocha Rosa) e Guida (Eloísa Vitz), que vivem no mesmo apartamento
com seus respectivos maridos, Paulo (Elam Lima) e Décio (Diogo Pasquim).
Cúmplices e muito íntimas, casaram-se no mesmo dia, na mesma igreja e com o mesmo padre.
Uma relação de intimidade ingênua, misteriosa e perigosa. Completa a ação a personagem Crioula
(Laura Vidotto), a emprega da casa, espécie de personificação da sexualidade – já que é com ela
que Décio conhece o prazer. Como ele diz, “a crioula das ventas triunfais”.

A trama gira em torno de um triângulo amoroso formado pelas irmãs e o marido de Guida.
Lígia é sexualmente infeliz. Ainda virgem depois de quase um ano de casada,
desfaz seu relacionamento e pensa em morrer. Para ajudar a irmã, Guida sugere a Lígia
passar uma noite com seu marido. A partir daí, estabelecem-se os conflitos.
É delineado um triângulo amoroso capaz de alcançar todos os extremos.

“Guida, a irmã, antagonista da trama, age como a serpente do Éden ao tentar a irmã
com a promessa de felicidade e prazer”, destaca a diretora. Com toques de sedução e erotismo
as irmãs vão descobrindo e revelando suas personalidades. Sentimentos como ciúme,
raiva, loucura vêm à tona e elas passam por uma grande transformação.

Lígia, frágil e aparentemente ingênua é carregada pelos impulsos. “É o lado mulher que todas
as mulheres carregam e controlam. Da sua fragilidade reina o total desequilíbrio”,
conta Daniela Rocha. Já Guida é seu contraponto. Intensa, apaixonada e decidida,
é o apoio da irmã. “Guida é uma mulher feliz que vê sua felicidade escapar pelos dedos.
Uma pessoa cheia de desejos que, em um momento de desespero, põe tudo a perder.
É linda a maneira como esta mulher desmorona diante da plateia”, acredita Eloísa Vitz.

Mais informações: (11) 3289-2358




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