Coluna Ana Mello – Primeira vez

24/03/2012 || 16:15 |   

Coluna Ana Mello - Primeira vez

Primeira vez por Ana Mello

Dizem por aí que a primeira vez ninguém esquece. Talvez pela tensão, inexperiência,
nervosismo pelo que possa acontecer e expectativa de que tudo seja perfeito.
Não falo de experiências sexuais ou só delas, falo da primeira vez em geral.
Primeira aula, primeira visita ao ginecologista, primeira palestra para mais de cem pessoas,
primeira sessão de autógrafos, primeira entrevista de emprego e muitas outras.

A fórmula, se é que existe uma, para enfrentar o desafio é coragem, segurança no conteúdo
ou na opção escolhida, sinceridade para enfrentar qualquer problema que aconteça,
qualquer situação inusitada. Sempre acredite na sinceridade, quem não sabe deve dizer
que não sabe- nada de inventar, tentar fugir da pergunta ou da situação. Deve agir com o coração.
Se for o caso de blefar, deve estar seguro e confiante, saber que vale a pena apostar no desconhecido.

Agora, pela primeira vez serei patrona, da Feira do Livro de Cachoeirinha, uma cidade muito
importante na minha vida. Meu primeiro emprego de verdade foi em Cachoeirinha / RS e é até hoje,
trinta e três anos depois. Foi o local da minha primeira oficina literária, do meu primeiro trabalho
literário com crianças e foi muito bom, cheio de afeto e energia. Minha primeira coluna em jornal
e também a escola quem e aceitou no trabalho de conclusão da minha especialização
em informática na educação.

Fiz muitas amizades na cidade que preservo com o maior carinho e agora terei a chance de retribuir
mais uma vez, incentivando a leitura, dando vários beliscões literários na feira. Procurei no dicionário
e encontrei que patrona é a protetora. Acredito ser isso mesmo, as feiras do livro precisam de alguém
que proteja o objetivo principal que para mim é incentivar a leitura, mostrar que ler é alegria.
Nada de pensar em comprar livros e mais livros. É bom ter aquele livro especial,
mas não precisa de dinheiro para ler, por isso existem as bibliotecas e os amigos que emprestam sempre.
Não penso no momento comercial das feiras, que existe ,mas penso nas atividades com as escolas,
nos encontros com os autores, nas atividades culturais em geral, música, teatro, literatura.

Vou ser uma patrona alegre, participativa e exibida, podem acreditar.