
O déficit habitacional no Brasil está longe de ser liquidado.
Mesmo assim a distância entre os imóveis e os futuros proprietários
é reduzida com a presença do corretor de imóveis.
A carreira é promissora, são diversas áreas de atuação para escolher
e o número de profissionais não para de crescer.
Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ),
em pouco mais de três anos o número de corretores credenciados
superou os 10 mil. Isso representa um aumento de 43% no período
analisado, que foi de dezembro de 2007 a junho de 2011.
Para Antônio José da Silva, presidente da Primar Administradora de Bens,
a realização de grandes eventos no Brasil, como a Copa do Mundo
em 2014 e as Olimpíadas em 2016, contribuem para o aumento de pessoas
interessadas em atuar no ramo. “Um fato que atrai os profissionais
são as comissões. Nem todas as empresas trabalham com base salarial,
mas ao vender um imóvel o corretor pode ganhar até 6% de comissão.
Ou seja, na venda um apartamento de R$ 200 mil o ganho pode chegar
a 12 mil”, aponta.Basicamente o corretor imobiliário é responsável
pela intermediação entre o cliente que compra e o que vende
em uma transação imobiliária, mas há outras tarefas. Independente
do tipo de imóvel, urbano ou rural, um especialista é fundamental
para garantir a segurança do negócio. “Dificilmente os envolvidos
na transação se conhecem e há um trâmite complicado até a efetuação
da venda, que pode ser descomplicado com a ajuda de um corretor.
O profissional conhece bem o mercado imobiliário e isso é imprescindível”,
afirma.A falta de qualificação profissional é uma das principais queixas
do mercado imobiliário, por isso para se dar bem é preciso se preparar.
Quem deseja atuar na gestão de imóveis pode ingressar no ensino superior
e fazer o curso de Ciências Imobiliárias, que confere o diploma de bacharel
aos alunos e tem duração de quatro anos. Outras opções são o curso
de Gestão Imobiliária, que dura dois anos, ou o Técnico em Transações
Imobiliárias, que tem a duração de apenas um ano. É possível ainda fazer
o exame de proficiência para poder exercer a profissão. Silva lembra
que a carreira legal exige ainda o credenciamento junto ao Conselho
Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). Além da especialização,
os candidatos a corretores devem ter algumas aptidões para lidar
mais facilmente com as dificuldades do percurso. “Gosto por vendas
e por lidar com o público, paciência, bom humor, carisma, dedicação,
capacidade de argumentação, boa aparência e raciocínio aguçado
são características fundamentais para atuar no ramo imobiliário”, destaca.
O corretor de imóveis tem como principais atividades a coordenação
da venda, locação, permuta e incorporação de imóveis, apresentação
de imóveis aos interessados, a verificação do andamento de construções
e a reunião de documentos e papéis necessários a negociação.
“O gestor de imóveis tem que se manter informado sobre o planejamento
urbano da cidade, especialmente nas regiões onde estão localizados
os imóveis de sua responsabilidade, as alterações na legislação
e outras informações que possam influenciar a negociação imobiliária”,
ressalta.
Imobiliárias, construtoras, consórcios imobiliários, cartórios de registros
de imóveis, leilões e empresas de loteamento e planejamento de imóveis
são alguns dos locais onde o corretor pode trabalhar. “O profissional
pode se especializar em um segmento da área imobiliária. Ele pode ser
especialista na negociação de imóveis usados, comerciais, residenciais,
urbanos ou rurais, lançamentos, loteamentos, administração de aluguéis
e de condomínios, avaliações, consultoria no processo de comercialização
de imóveis e despachantes imobiliários”, explica













