
Para homenagear Lenice Bismarker, a dama dos chapéus,
o Shopping Pátio Savassi, em Belo Horizonte, lança a Coleção Primavera 2010
Verão 2011 com uma exposição do trabalho da chapeleira.
A mostra, que tem curadoria de Zuza Nacif, ocorrerá entre os dias
14 e 27 de setembro, nos corredores do piso L2 do mall.
“A exposição será uma oportunidade imperdível para os clientes apreciarem
a evolução dos chapéus. Teremos peças antigas, dos anos 50,
quando Lenice começou sua carreira, e também, alguns artigos exclusivos,
feitos para a exposição, mostrando o que há de mais moderno
para as próximas estações”, revela Rejane Duarte, gerente de marketing
do shopping.
Para o produtor Zuza Nacif, responsável pelos lançamentos de coleções
do shopping, receber o trabalho de Lenice é prestigiar a moda mineira.
“Mais que falar de moda, o Pátio Savassi também se preocupa
com a história de Belo Horizonte. Sendo uma das principais referências
de moda de Minas, o shopping não poderia deixar de prestar sua homenagem
a uma das figuras mais importantes do segmento no estado:
a chapeleira Lenice Bismarcker”, ressalta Zuza.
Lenice Bismarcker, que não abre mão de vestir seu panamá de “aba curta”.
Aos 76 anos de idade – e 60 após produzir seu primeiro chapéu
- ainda influencia a moda do estado. Em sua casa, no bairro Lourdes,
onde funciona o ateliê, a designer de chapéus se dedica à produção
de belíssimas peças, que vende e aluga.

Filha da também chapeleira Hilda Magon, profissional mais requisitada
pelas mulheres da alta sociedade mineira da década de 50,
Lenice cresceu vendo e aprendendo o ofício da mãe. “Aos oito anos
já ganhava o meu dinheirinho com a venda de bijuterias que eu mesma fazia.
Ia aos armarinhos do centro da cidade, comprava lindas miçangas
e confeccionava as peças para serem vendidas no recreio da escola.
Já mocinha, eu tive que ajudar a mamãe com os chapéus.
Ela tinha muita demanda e, sozinha, não daria conta”, afirma.
Hilda Magon viveu o auge dos chapéus. Eram acessórios indispensáveis,
tanto para homens quanto para mulheres. A moda, em seu tempo,
era vista nas ruas e nas festas da alta sociedade. Ao contrário de sua mãe,
para se manter no mercado, Lenice precisou ir às principais passarelas
do mundo para conferir as novidades. “Fiz várias viagens,
pesquisei sobre os melhores materiais, como o crinol e os voilettes,
e me inspirei em estilistas lendários do mundo fashion, como Coco Chanel,
Givenchy, Valentino, YSL e o atual Philip Treacy, o designer das cabeças
esculturais que, na minha opinião, revolucionou a forma de se fazer chapéus”,
destaca.
Defensora do uso do acessório, Lenice afirma que está muito feliz de ver
a moda dos chapéus voltando às ruas, com formas, cores e adornos
diferenciados. “Para eles ficarem ainda mais bonitos, podem ser agregados
lenços em volta da copa, broches e flores. Xadrez, jeans e cores fortes
também vão cair super bem na primavera/verão”, ressalta. No entanto,
ela alerta que para o look ficar harmonioso, é necessário saber dosar
o uso dos acessórios, com brincos, colares e pulseiras mais discretas.













